Quando oferecer o frete grátis?

Publicado em 18.08.2015 no veículo Portal da Revista no Varejo.

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Como estabelecer uma estratégia de precificação sem comprometer a rentabilidade do negócio

De acordo com uma pesquisa realizada pela ComScore, 70% dos consumidores incluem produtos em sua compra, em um e-commerce, apenas para aproveitar frete grátis, e 56% abandonam o carrinho quando se deparam com o valor da entrega.

Para Ricardo Ramos, CEO da Precifica, tão atrativo quanto o preço, o frete precisa ser estratégico no momento de compor o valor de venda. “Antes de ser um negócio digital, o e-commerce é um varejo, em que a boa matemática da compra e venda é o principal ingrediente do sucesso”, afirma.

Confira abaixo algumas informações do whitepaper “O seu frete está competitivo?”, da Precifica, plataforma brasileira de precificação automática, sobre como desenvolver uma estratégia assertiva para entregar os produtos sem comprometer a rentabilidade do negócio.

Quando e como combater a concorrência com frete grátis?

É importante saber avaliar se o que o concorrente está ofertando é igualmente relevante para seu negócio. Se uma ação de frete grátis não for bem planejada, pode resultar em alto prejuízo financeiro para a empresa.

Identificando o grupo de produtos ofertados e as praças, é possível criar uma estratégia financeira sustentável para combater a concorrência. Pode-se, por exemplo, decidir oferecer frete grátis para produtos com maior margem em regiões onde é capaz de ser mais competitivo, considerando principalmente a localização do seu Centro de Distribuição, e assim intensificar as campanhas direcionadas na região para otimizar custo e aumentar as possibilidades de ganho.

Como definir as formas de entrega?

Alguns tipos de entregas disponíveis no mercado brasileiro são:

– Entrega própria
Este tipo de entrega pode ser feita por e-commerces de todos os portes, desde que faça parte da sua estratégia e do seu posicionamento no mercado. Se o e-commerce é pequeno e/ou regional, a opção de ter uma moto ou carro exclusivamente para as entregas é uma boa opção. Caso o e-commerce seja de grande porte, existe a possibilidade de manter uma frota própria de carros ou caminhões.

– Transportadoras
A transportadora contratada vai até o local para coletar as mercadorias e faz as entregas. O valor pago às transportadoras pode ser negociável de acordo com cubagem e peso. Lembrando que, quanto maior o volume de produtos enviados, melhor a negociação.

– Entrega pelos Correios
Todo produto possui um valor de imposto atribuído, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
E-sedex: É um serviço expresso para o envio de mercadorias, adquiridas por meio do comércio eletrônico, com tratamento prioritário e entrega em domicílio. A coleta e entrega é realizada com modalidades de prioridades e com horas marcadas.

PAC – encomenda normal: É o serviço de encomenda da linha econômica para o envio exclusivo de mercadoria. A encomenda PAC possui entrega domiciliar, em dias úteis, de segunda a sexta-feira, em abrangência nacional.

Em geral, os produtos mais visitados são os responsáveis por criar a percepção de valor da sua loja na cabeça dos consumidores. Pode-se investir em uma entrega mais eficiente para estes produtos, mas fazer o mesmo para todo o mix com certeza vai custar muito dinheiro e será bem difícil gerar resultado positivo pela dificuldade de repassar o custo ao consumidor.

Uma tendência indicada pela Precifica é a retirada em loja física. A estratégia pode ganhar força no e-commerce brasileiro, principalmente para as lojas virtuais que possuem pontos físicos. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, existe um serviço em que a compra é feita pelo e-commerce e a retirada em uma loja física. O diferencial é que essa loja não tem relação com o e-commerce que efetuou a venda inicialmente, embora esteja na lista de parceiros do e-commerce em questão. É possível comprar sapatos pela interne e retira-los em uma loja de cosméticos, por exemplo.