Como fazer do frete seu aliado no e-commerce?

Depois do cliente navegar pelo site, escolher seus produtos e finalizar o pedido, surge mais uma etapa que costuma tirar o sono dos lojistas virtuais: o frete. Muitas lojas online não conseguem criar uma política rentável, o que compromete a operação e pode levar a empresa à obter resultados negativos. Confira medidas para tornar suas vendas mais eficientes e rentáveis:

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Como funciona o frete?

No Brasil, as três opções mais frequentes de remessa são: os Correios, as transportadoras privadas especializadas e  a frota própria para realizar as entregas. Para determinar o valor, a maioria das empresas considera a “cubagem” do produto, ou seja, a relação entre volume e o peso da carga. Esse número é obtido pela multiplicação entre altura, largura, comprimento, quantidade de volumes e o fator de cubagem (o padrão é 300 no sistema rodoviário brasileiro) – assim, calcula-se o custo da entrega em cada região, que é informado ao consumidor antes da conclusão do pedido. Contudo, algumas lojas virtuais preferem trabalhar com um valor fixo para o frete, independente do peso ou preço do pedido.

 

O cenário no Brasil

O frete é considerado um dos principais obstáculos para o pleno desenvolvimento do comércio eletrônico nacional. Segundo dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), 73,1% das encomendas no país são feitas pelos Correios, mas apenas 44,8% dos lojistas virtuais acreditam que a empresa presta um serviço minimamente razoável. As transportadoras correspondem por 21,5% dos pedidos, enquanto que apenas 5,4% são feitos por frotas próprias. De um modo geral, é o consumidor quem paga o transporte de sua compra, pois 57,8% dos e-commerces repassam esse custo no momento de finalização do pedido. Entretanto, de acordo com a ComScore, 56% das pessoas desistem da compra quando visualizam o valor do frete.

 

O frete grátis

Para oferecer gratuidade na entrega, é preciso ter uma estratégia bem definida – caso contrário, pode-se acarretar enormes prejuízos financeiros para o e-commerce. O recomendável é identificar quais as categorias de produtos que compensam arcar com este custo, seja pelo valor baixo do frete ou pela necessidade de estimular a venda. É preciso ter em mente, portanto, que o valor da entrega vai impactar diretamente no preço oferecido pelo comércio eletrônico. A complexidade deste processo, porém, faz as empresas desistirem do frete grátis: em 2015 apenas 40% das lojas ofereceram esta modalidade, contra 59% em 2013, segundo o relatório Webshoppers.

 

Como potencializar o frete?

Para não errar na política de frete, a melhor alternativa para o lojista virtual é realizar o monitoramento desta prática em seus principais concorrentes. Já existem ferramentas que realizam com precisão este serviço, oferecendo dados precisos sobre os valores e prazos praticados pelos principais players do mercado em todas as regiões brasileiras. Com estas informações em mãos, é possível preparar um planejamento mais adequado ao segmento e oferecer condições competitivas para as estratégias de marketing e vendas


* Luiz Pereira
é COO da Precifica, primeira empresa do Brasil especializada em precificação inteligente – www.precifica.com.br