O parcelamento não pode ser o vilão

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Ao mesmo tempo em que a compra a prazo ampliou as vendas das lojas virtuais, esta modalidade de pagamento também ganhou um status de vilão. Para o consumidor, o cartão de crédito é apontado como um dos responsáveis pelo endividamento da população; para os varejistas on-line representa dificuldade de manter o fluxo de caixa saudável. Entretanto, o parcelamento não é inimigo do empresário, como muitos pensam. É preciso planejar e colocar em pratica estratégias que ao mesmo tempo engaje seus consumidores e garanta bons níveis de competitividade sem comprometer a operação. Neste cenário, passa a ser fundamental conhecer as politicas de parcelamento adotadas pelos concorrentes diretos.

A compra parcelada é uma modalidade que se estabeleceu no e-commerce brasileiro. De acordo com o último relatório Webshoppers, da E-bit, o cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado nas lojas virtuais, com 73,5% do total de pedidos. Além disso, é uma ótima ação para atrair novos consumidores: 62% dos usuários admitem que o parcelamento sem juros de produtos é o principal fator para escolher um site e começar a comprar.

A administração correta de todos os recebíveis faz com que a loja virtual consiga gerir suas contas sem preocupação. Porém, isso é parte do caminho. O varejista deve reformular sua própria política de parcelamento para ter as melhores condições perante os principais players do seu segmento, conseguindo operar dentro de uma margem segura. Para isso, é imprescindível realizar o monitoramento desta prática no mercado e obter informações importantes para reforçar a estratégia.

Entre os dados obtidos, estão a quantidade máxima de parcelas (com e sem juros) praticadas pelas lojas virtuais, o valor mínimo de cada parcela e até mesmo a taxa de juros aplicada em cada departamento ou categoria de produto. Assim, o empresário consegue identificar os pontos de seu negócio que trazem desvantagem e quais medidas podem reverter o quadro, sem abrir mão da rentabilidade.

Com praticamente três quartos das vendas no e-commerce brasileiro provenientes dos cartões de crédito, os empresários não podem deixar este modelo de pagamento em uma posição secundária em sua estratégia. Pelo contrário, um planejamento adequado e de acordo com as práticas do mercado certamente vai potencializar as vendas futuras.