Queda da “confiança” do pequeno e médio empresário devido ao baixo crescimento do país e a inflação

Queda da "confiança" do pequeno e médio empresário devido ao baixo crescimento do país e a inflaçãoPMEs podem aproveitar instabilidade econômica para levar inteligência e rentabilidade para os negócios.
O cenário da economia brasileira é preocupante, a inflação é visível, o empresariado está antenado, e as perspectivas não são as melhores. Ao menor sinal de continuidade da desestabilização da plataforma econômica do país, os recursos são diminuídos ou congelados pelos empresários.

Tudo passa a ser visto como gasto. Os investimentos são retraídos, as vagas de empregos são deixadas de lado, e os cortes começam a se tornar inevitáveis.

No último dia 15 de julho, uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) apontou queda de 5,6% na confiança do pequeno e médio empresário brasileiro na comparação com o trimestre passado.  O índice, que mostra a expectativa para os próximos três meses desse ano, foi de 71 pontos numa escala de 0 a 100, enquanto no trimestre passado a taxa foi de 75,2 pontos.

Apesar do governo federal ter escolhido o consumo como maior propulsor do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, baseado em incentivos de redução de IPI, renúncias fiscais pró-consumo e ampliação de crédito e queda nas taxas de juros, a expansão do varejo é tímida e fica aquém do esperado.

Outros pontos que podemos ver é a constante oscilação do dólar e as seguidas diminuições de previsão do PIB para esse ano.

Mas será que tudo é tão desestimulante assim? De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento nas lojas em maio de 2013 avançou 0,2% em relação a abril. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve elevação de 2,6% e, no acumulado do ano, a atividade do comércio cresceu 9,6%.

Ou seja, o mundo continua crescendo, e feliz aquele que consegue reagir a tempo de crescer com ele. Por isso, nem sempre é preciso investir milhões em estratégias extraordinárias, já que pequenos investimentos podem resolver, e muito, a vida do empresário. Soluções que agilizem o dia-a-dia, automatizem tarefas exaustivas, reduzam equipes e ainda tragam inteligência para o negócio são essenciais para que o empreendedor consiga vencer problemas que transcendem fatores internos da empresa, como o momento vivenciado pela economia local.

E, esse empresário não precisa ir muito longe, existem diversas tecnologias no país que podem auxiliar a blindagem da crise, ou pelo menos abrir caminhos alternativos para se manter um negócio rentável, como, por exemplo, sistemas que auxiliam o empreendedor a monitorar o mercado, ter política de precificação automática e estar competitivo sempre.

*Ricardo Ramos é CEO da Precifica, a primeira plataforma brasileira de Precificação Inteligente do Brasil, e diretor de métricas e monitoramento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).