Três tecnologias inovadoras que querem ajudar o setor industrial

Publicado em 04.05.2016 no veículo Portal E-commerce News.

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O cenário macroeconômico do País afetou fortemente o setor industrial. De acordo com  pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador que mede o faturamento industrial teve queda de 1,2% em março frente a fevereiro, na série livre de influências sazonais. Além disso, o emprego, com baixa de 0,6% no período, recuou pelo 14º mês consecutivo.

Porém, as perspectivas de uma mudança no comando do País, com a retomada de políticas fiscais contundentes, deram ânimo aos empresários do setor. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil subiu em abril pelo segundo mês seguido graças a forte melhora das expectativas e chegou ao maior nível em um ano, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O ICI apresentou ganho de 2,4 pontos e foi a 77,5 pontos, após alta de 0,4 ponto no mês de março. Trata-se do maior patamar desde abril de 2015.

Observando esse cenário, pequenas empresas e startups de tecnologia buscam trazer inovação que possam beneficiar o setor na sua retomada. Listamos abaixo três soluções que podem ajudar a indústria na melhora da gestão e da inovação. Veja:

Disrupção no acesso ao crédito

Para que o índice de confiança volte a subir em uma maior velocidade, é necessária a retomada dos investimentos por parte da indústria. E em tempos de crise muitas vezes é preciso tomar crédito e ganhar fôlego para então investir. “Em geral, o acesso ao crédito esta muito mais restrito, fazendo com que o empresário desista de pegar um empréstimo ou então se comprometa com taxas muito altas”, explica o financista e ex-sócio da gestora Hedging Griffo, Dan Cohen

Observando essa dificuldade, o empreendedor criou a F(x) com o objetivo de facilitar a tomada de crédito. A plataforma conecta financiadores e empresas que precisam de crédito a partir do matching entre o perfil de ambos.  “Após encontrar financiadores interessados – que pode ser mais de um -, a empresa que procura o crédito pode optar por ‘leiloar’ a sua necessidade de financiamento. Isso permitirá que melhores condições sejam negociadas, como garantias exigidas, prazo de financiamento e também taxas de juros mais atrativas”, explica Cohen.

Cloud Computing na gestão de compras

Com dinheiro em caixa, investir em soluções que tragam agilidade e inteligência é uma forma de reduzir custos e ganhar fôlego para crescer. “É necessário atacar onde estão os maiores gastos da indústria, e entre 60% e 70% de toda a receita é gasto em compras. Qualquer redução nessas aquisições é muito significativa para as companhias”, explica Carlos Campos, Sócio Diretor da Nimbi, empresa especializada em soluções na nuvem para a cadeia de suprimentos.

Um sistema de gestão de compras, por exemplo, reúne fornecedores e permite realizar diversas modalidades de leilão, além de solicitar informações, cotações e propostas ao mercado. “Com isso é possível economizar até 30% em cada negociação, além de aumentar a produtividade da equipe de compras”, completa Campos, que atende grandes empresas como AVON, Raízen, Faber Castell, entre outras.

Precificação de produtos e sortimentos

Outro ponto para a indústria ganhar fôlego é ter um termômetro de como seus produtos estão sendo trabalhados pelo varejo. “O preço sugerido de um item é uma importante ferramenta para que os fabricantes possam fortalecer produtos e aumentar sua participação no mercado. Por isso, monitorá-lo no varejo é essencial para que o primeiro setor elabore as estratégias de venda como, por exemplo, atingir novas classes de um público-consumidor que não estavam no radar da companhia”, explica Ricardo Ramos, CEO da Precifica, empresa especializada em precificação inteligente.

Além de monitoramento, Ramos, que atende marcas como Whirlpool, Positivo, Lenovo, entre outras, também indica a análise de sortimento como uma forma de cavar oportunidades. “O relatório serve como alerta para o departamento comercial da indústria, que consegue descobrir quais itens de seu portfólio estão em falta e quais possuem maior aderência no varejo. É a motivação necessária para que vendedores atuem no sentido de realizar a reposição de estoque no ponto de venda”, completa.